Contra a violência e a discriminação racial em Carapicuíba e no mundo

Por Sergio Ribeiro

Estados Unidos, cidade de Minneapolis. em Minessota, George Floyd, cidadão negro, abordado por policiais. Um deles apoia o joelho com força sobre a garganta de Floyd. Brasil, cidade de Carapicuíba, na Grande São Paulo, Gabriel, cidadão negro, abordado por policiais e um deles apoia seu joelho sobre as costas do rapaz.

Em Minneapolis, Floyd morre sufocado, mesmo após sinalizar várias vezes ao policial que não conseguia respirar. Em Carapicuíba, Gabriel desmaia três vezes, mas consegue escapar da morte. Situações de extrema violência que não queremos mais ver e não podemos aceitar que ocorram em nenhuma parte do planeta.

Profissionais contratados e treinados para, primordialmente, preservarem vidas, acabam sendo os responsáveis pela morte das pessoas que deveriam proteger. Sim, porque bandidos ou não bandidos, infratores ou não, são cidadãos que devem responder à Justiça e não a uma condenação à morte sumária, como ocorre diariamente nas ruas, em todo o mundo, em enfrentamentos e abordagens policiais.

Se por um lado a segurança da população seja tema de destaque e dos mais importantes para administrações públicas em quaisquer instâncias governamentais e envolva, diretamente, as polícias e as guardas municipais, é importante que essas instituições cumpram seu papel de proteger, cuidar e fazer valer a lei, mas sem a violência que temos assistido e sem discriminar pessoas pela cor de sua pele e por sua classe social.

Em respeito à cidadania, fazemos aqui um apelo pelo fim da violência, porque ela gera ainda mais violência e propaga justamente o que as corporações policiais foram criadas para combater.

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