Controle da pandemia: Piauí é exemplo para São Paulo, Carapicuíba e todo o Brasil

Isolamento social conjugado com uma série de ações de prevenção e controle da covid-19, foram fatores que garantiram ao estado do Piauí conter o avanço do novo coronavírus e manter uma das mais baixas taxas de ocupação de leitos do país para pacientes com a doença.

“O Piauí deveria ter sido usado como base para os demais estados, incluindo São Paulo e as cidades da região metropolitana, como Carapicuíba. Os bons resultados que alcançou se deveu a uma gestão mais assertiva que envolveu um conjunto de ações, implementadas desde o início da pandemia”, comenta Sergio Ribeiro.

  • As ações tomadas no Piauí
  • Barreiras sanitárias instaladas em suas divisas
  • Busca ativa de possíveis infectados; para impedir a proliferação do vírus e garantir o controle dos casos
  • Uso do aplicativo ‘Monitora Covid-19’
  • Realização de testes rápidos para o diagnóstico da covid-19

Sergio observa que o fato de hoje o Piauí ser o estado que mais apresenta os melhores indicadores da pandemia na Região Nordeste, até agora, é também um reflexo de que os recursos financeiros destinados para lidar com a pandemia foram bem aplicados.

“Priorizou-se a saúde pública e o bem-estar dos cidadãos, o que deveria acontecer em todos os estados e cidades brasileiras, sem exceção neste momento”, afirma.

Quanto a entrada de Carapicuíba na chamada “Fase Laranja”, do plano do governo do Estado de São Paulo que estipula regras para que municípios possam flexibilizar o isolamento social, Sergio vê a situação com preocupação.

“A entrada nessa fase se deveu a criação de vagas de UTI, mas isso ocorreu há apenas uma semana e foram alugados leitos em um hospital que não fica dentro do Município, que é o São Camilo, situado em Cotia (Granja Viana). Por meio de uma audiência pública pôde-se tomar ciência de que, até então, nenhum leito de UTI havia sido criado para atender pacientes do coronavírus”, ressalta Sergio.

“Todos sabemos que a obrigação dos cidadãos nesta pandemia é respeitar o isolamento social, mas e as obrigações do estado e dos municípios, quais seriam? O que deveria estar sendo feito, que ainda não foi, para que tenhamos redução no número de mortes e infectados na nossa cidade?”, questiona.

Cidade está realmente pronta para a fase laranja?

O que Carapicuíba poderia ter feito desde o início e não fez

Compra de cestas básicas – Cerca de 20 mil cestas básicas foram enviadas ao município pelo Governo do Estado para cadastrados do Bolsa Família. Mas, e os cidadãos não cadastrados, que estão passando necessidade? É preciso comprar cestas básicas e distribuir urgentemente para essas pessoas.

Compra de máscaras de proteção – Cancelar publicidades e eventos institucionais da Prefeitura, e utilizar os mais de R$ 5 milhões destinados a essa área, no Orçamento Municipal para comprar, por exemplo, 800 mil máscaras artesanais de proteção, que no atacado são vendidas em média por R$ 1,50 a unidade? Elas podem ser distribuídas a moradores de áreas livres e de outros locais carentes da cidade.

Compra de testes de Covid-19 – Disponibilizar para a população, principalmente, para os profissionais de saúde, mais testes para detectar a doença, já que a  cidade tem 400 mil habitantes e os mil testes comprados até agora, que são insuficientes até mesmo para os cerca de 2 mil funcionários da Secretaria Municipal de Saúde.

Gratificação para profissionais da saúde – Conceder uma gratificação especial de salário aos funcionários da saúde, como muitos municípios têm feito, em reconhecimento ao esforço desses profissionais. Por estarem na linha de frente da pandemia, correndo risco de vida eles têm sido considerados heróis e heroínas, em todo o mundo.

Desinfecção – Efetuar diariamente a desinfecção de pontos de ônibus, calçadas e calçadões e principais ruas e avenidas, conforme recomenda o Ministério da Saúde.

Auxílio a comerciantes – Auxiliar comerciantes que foram prejudicados com o inevitável isolamento social, com medidas a como isenção de impostos e taxas, negociação de dívidas e juros, evitando que débitos virem uma bola de neve. A retomada do comércio decretada recentemente, não dará conta dos prejuízos.

Centro de Acolhimento e Apoio ao Isolamento Social – Aumentar o acolhimento desse equipamento, para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social, que necessitam de abrigo para poderem ficar confinadas. É o caso de moradores de rua, por exemplo.

Cadastro Auxílio Emergencial – Disponibilizar em locais públicos, atendimento a pessoas que precisam se cadastrar para recebimento desse benefício, mas não têm acesso a internet, enfrentam dificuldades físicas ou não possuem entendimento sobre como manipular plataformas on-line.

Policlínica e UBS Vila Dirce – Liberar essas duas tão importantes unidades de saúde para atendimento a outros tipos de doença, principalmente, as mais graves, e concentrar pacientes de coronavírus em um hospital de campanha que seja criado especificamente para esse fim, utilizando os recursos financeiros liberados para o município (mais de R$ 4 milhões) conforme Portarias Federais 395 e 480 de março de 2020.

Transparência de informações – Colocar em destaque no site da Prefeitura, a divulgação simplificada, de maneira transparente, dos gastos com a enfrentamento da pandemia da Covid-19, conforme estipulado por meio de decretos pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Agentes Comunitários de Saúde – Destacar os agentes comunitários de saúde, para realizarem visitas porta a porta, visando mapear pessoas infectadas e assintomáticas, possibilitando a elaboração de um mapa de isolamento social mais detalhado. Vale lembrar que a legislação federal determina a atuação de pelo menos 200 desses profissionais na cidade.

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